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Juliana Manhães

Maranhense, atriz, dançarina e arte educadora, formada em licenciatura pela Uni-Rio. Viveu a infância ao redor das brincadeiras populares de São Luís e veio morar no Rio pelo desejo de fazer teatro. Hoje vive no movimento de idas e vindas do Rio de Janeiro para o Maranhão e seus arredores, na intenção de dar continuidade e aprofundar na pesquisa com manifestações populares.

De 1993 a 1996

Fez durante um ano, o curso profissionalizante da CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), e simultaneamente praticava cursos de interpretação teatral com o diretor Moacyr Góes, Christian Machado, e o ator e diretor Roberto Bomtempo, no Espaço III do Villa Lobos.

Fez o curso de Educação Artística - Licenciatura Plena, em Artes Cênicas na Uni - Rio (Universidade do Rio de Janeiro) durante o período de 1994 a 2000.
Fez o curso "O ator e a máscara", com o Grupo Moitará, na Uni-Rio.

Coordenou aulas de teatro para crianças e dirigiu a peça "Confabulando" sobre lendas e mitos, no CEA (Centro de Estudos Artísticos),escola do ator e diretor Roberto Bomtempo e Christian Machado.

De 1997 a 2001

Foi no evento "Anjos do Picadeiro" no SESC em São Paulo, e conheceu o Teatro de Anônimo, e fez o curso "A Nobre Arte do Palhaço", no teatro Duse em Santa Teresa, com Márcio Libar, no ano de 1998.

Trabalhou no Colégio São Vicente de Paulo, com a sanfoneira Norma Nogueira, trazendo a importância da música e do canto, para o trabalho de arte educadora, durante os anos de 1999 à 2001.

Através da Unesco e parceria com a Fundação São Sebastião, participou do projeto "Teatro para todos" na cidade de Viana, interior do Maranhão; Realizando uma peça de teatro, através do livro "O Equilibrista", no ano de 1999.

Organizou em parceria com o projeto Educação Solidária, uma oficina no espaço Casa Grande, em Nova Olinda, cidade do interior do Ceará.

Fez o curso do ator e diretor Luiz Carlos Vasconcelos " O ator e o Movimento", em 1999.
No mesmo ano , teve a oportunidade de conhecer a Companhia do Gesto, com um trabalho diferenciado de corpo, e conviveu com o diretor Dácio Lima, e o palhaço e ator Luís Igreja.

Fez oficinas de dança popular e moderna na Escola da Angel Vianna no Rio de Janeiro, e com o grupo Mestre Ambrósio em São Luís, em 1999.

Participou de um coral com músicas populares brasileiras, com a instrumentista Inês Perdigão, do Choro na Feira, em 2000, e ainda faz aulas de técnica vocal com a cantora Márcya Cabral, desde 2000.

Fez cursos de percussão com o baterista Robertinho Silva e percussionista Antônio Negreiros na UERJ , no ano de 2000.

Participou como atriz da peça "Uma Mulher Vestida de Sol" do Ariano Suassuna, ano de 2000 , "Orixás" na Uni-Rio, em 1999, valendo como prova de formatura.

"Bicho Solto Buriti Bravo" foi uma verdadeira escola de teatro popular, de 1998 a 2001 com cordéis de Ferreira Gullar, músicas de Zeca Baleiro e direção de Júlia Emília, mestre da dança popular e pesquisadora. Durou quase 5 anos, e apresentamos tanto no Rio quanto no Maranhão em comunidades negras.

Em 2001 voltou para o Maranhão, e então recomeçou um processo de pesquisar as raízes, a cultura popular, indo atrás de histórias da terra que tinha nascido.

De 2002 a 2005

Participou do curso sobre o personagem do bufão com a atriz paulista Juliana Jardim, no ano de 2003.

Há dois anos participa do Festival de Teatro do LUME (Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp), localizado na cidade de Barão Geraldo em Campinas. Participou do curso de "Manipulação de bonecos e objetos com o grupo argentino "Seres de Luz", em 2004, e em 2005 fez os cursos: "O ator na rua" com Ricardo Puccetti, e "Voz e ação vocal" com Carlos Roberto Simioni.

Fez o curso de contadores de História, no Paço Imperial com Francisco Gregório, atual Diretor da Fundação de Cultura do Estado do Acre.

Fez aulas de Contato Improvisação com Andréa Jabor.
No ano de 2002, atuou com o grupo Teatro Diadokai, em perna de pau, na peça "Amantes do Sereno" sobre o carnaval.

Coordenou oficinas de Dança Popular, no Casarão das Artes, no Céu na Terra em Santa Teresa, no Colégio São Vicente de Paulo, Companhia Vale do Rio Doce, na Puc, Angel Vianna e alguns SESCS do Rio de Janeiro, e coordenou no Espaço Teatro de Anônimo na Fundição Progresso aulas de dança e percussão popular.

Trabalhou no CEASM ( Centro de Estudos e Ações da Maré), em 2002 e 2003, dentro do Programa de Criança Petrobrás na comunidade da Maré. Criou o grupo Maré Brincante, que dançava, cantava e tocava músicas com ritmos brasileiros.

Trabalhou como professora de Educação Artística, no final do ano de 2002, pela prefeitura de Angra dos Reis em algumas escolas da Ilha Grande.

Há cinco anos, participa do boi de Sr. Apolônio, no mês de junho, época do São João Maranhense, saindo de cazumba, personagem mascarado do boi.

Trabalhou como apresentadora no projeto Recortes do Brasil, desde o ano de 2002 a 2005, pelo canal Futura. Mostrando lugares, histórias e personalidades do Estado do Maranhão.

Fez preparação corporal e coreografias dos espetáculos "Tizé e o Pavão Misterioso", no ano de 2004, dirigido pelo José Maria, através do FAT(Fundo de Apóio ao Teatro), e também " O auto da Compadecida" dirigido por Fábio Pillar na ong spectaculu de Lúcia Coelho e Gringo Cárdia.

Coordena e participa como brincante de "As Três Marias- Núcleo de Folguedos Brasileiros", com danças e ritmos populares brasileiros, desde o ano de 2002.

Faz parte da CASA (Cooperativa de Artistas Autônomos), junto com outros grupos como o Teatro de Anônimo, Cordão do Boitatá, O Pedras, Cia do Público, Circo Grog, Julio Adrião e Sidney Cruz.

Faz parte da equipe do projeto educativo do Museu de Arte Popular Brasileira - Casa do Pontal, através de visitas guiadas teatralizadas e musicais.

Criou o espetáculo Divino Emaranhado no final do ano de 2002, um solo teatral e musical, um projeto autoral, com direção, criação de textos e músicas próprias . Tecido a partir de vivências e contatos com mestres do Divino, do Bumba meu boi, e todos aqueles que passam pela nossa história deixando suas marcas .

Já apresentou no Museu do Folclore, no Parque das Ruínas, no CCBB, no Ciranda de Solos e no Circuito Carioca de Teatro de Rua, circo e Folias pela Prefeitura do Rio. No Centro de Cultura Popular e em comunidades de São Luís e Alcântara, no Maranhão. No IAP(Instituto de Artes do Pará). Nos SESCS Tijuca, Madureira, São João de Meriti e Nova Iguaçu, na cidade do Rio de Janeiro e na Mostra das Artes do Cariri no Ceará.